18 de ago de 2011

Banco de reservas


Às vezes me acho muito cética quanto às pessoas e os sentimentos. Acho que as pessoas nunca serão melhores do que são hoje, porque os erros começam com elas mesmas e elas nem reparam isso, ou simplesmente são humanas demais para reconhecer e fazer alguma coisa por isso. Tudo é muito emocionalizado e pouco racionalizado. Uma coisa que sempre achei muito ambiciosa das pessoas é achar que elas são insubstituíveis. É um carinho para o ego, quase uma necessidade para que continuemos a viver felizes e crentes quanto à vida. Mas, se você deixar a emoção de lado, a verdade é que somos substituíveis.

Amigos, namorados, colegas de trabalho, companheiros... cada um é único em seu jeito de ser, suas qualidades e defeitos, mas ninguém é tão especial que você não vá encontrar outra pessoa tão boa quanto aquela que te deixou, que você deixou ou que a vida distanciou da forma que for. Ninguém é melhor que todos os outros sete bilhões de habitantes da Terra, a ponto de ser impossível achar alguém que ocupe aquela posição tão bem quanto seu antecessor. Vai sempre existir um carinho, uma saudade, um aperto no peito por aquela pessoa que não faz mais parte de você, mas terão tantas outras do seu lado pra te fazer rir e chorar e continuar vivendo. As pessoas vêm, vão e você continua vivendo.

Pode parecer cético, mas essa visão me ajuda a ser uma pessoa melhor com aqueles que eu amo e não quero perder. Porque eu sei que eu sou substituível e eles são substituíveis, mas eu espero continuar na vida deles e que eles continuem na minha. Dou o melhor de mim para que eles não queiram ir embora, mas se forem, levem de mim as melhores lembranças possíveis!

Nenhum comentário:

Postar um comentário